9 de março de 2011

O Ilusionista

Creio eu ainda haja tempo
Pra mais uma confissão
Antes que se esgote o tempo
Que há para nos dois então

Tão confuso é o que eu sinto
Mais confuso é o que eu sou
Ilusionista iludido
Enganado enganador

Cada regra de meu jogo
Fui eu mesmo que inventei
E hoje perco pra mim mesmo
Nesse mundo que criei

Me cerquei de mil mentiras
Escondi a minha dor
Comprei toda a falsidade
Que eu mesmo fui quem plantou

Pois me diga agora então
Entre tudo que ha aqui
O que é falso ou verdadeiro
Não há como distinguir

Como posso eu saber
Entre aquilo que restou
Se é nada ou se é tudo
Doce e amarga confusão

Nenhum comentário:

Postar um comentário