1 de julho de 2012

Fuck armageddon... this is hell!


Inferno é um termo usado por diferentes religiões, mitologias e filosofias, representando a morada dos mortos, ou lugar de grande sofrimento e de condenação. A origem do termo é latina: infernum, que significa "as profundezas" ou o "mundo inferior".”. Essa é a definição de inferno dada pela Wikipédia. Pra mim o inferno se resume a uma coisa ainda mais simples: uma visita do meu pai.

Qualquer um que realmente conheça  ele me entende. Não há lugar por onde ele passe que as pessoas ficam tranquilas. Quando ele está em casa, minha mãe fica louca com a bagunça que ele faz, quando ele está na casa da minha avó é a mesma história, agora se ele pegar a mania de vir pra cá me deixar maluco eu acho que começo a considerar a hipótese de ir até a ponte Rio-Niterói praticar mergulho.

Nesse instante ele está bêbado, cheirando a churrasco e com uma roupa que provavelmente está suja, e está dormindo na minha cama (troquei a roupa de cama semana passada D:). Mas é melhor ele dormindo ali do que causando por ai. De ontem pra cá, quando ele chegou sem avisar entrando no meu quarto enquanto eu dormir e me acordando no susto, minha lista de tarefas pra faxina só cresce.

Em menos de dois dias ele já: espalhou migalhas no meu chão (ápice pra quando ele tirou um queimado da casca do pão e jogou no chão, porque não iria deixar no prato porque assim poderia grudar de novo no pão e ele não iria comer aquilo), engordurou a porta da minha geladeira e a minha prateleira com churrasco q ele comprou (eu que sou vegetariano amei isso), quase quebrou a porta do meu guarda roupas (que não fecha por causa do suporte pra toalhas q encaixei nela) tentando fechá-la, sujou a roupa de cama que mal tinha trocado, sujou minha parede ao se apoiar na parede com a mão em que ele segurava uma banana quando tentou fechar a porta do meu guarda roupas, quis jogar fora minha cama (que deixo guardada enquanto uso a cama extra do meu vizinho que ele não está usando no momento e é melhor que a minha) e pegou do lixo uma gaveta, querendo que eu a usasse de apoio pra colocar meu fogão elétrico no corredor do meu módulo (nem fodendo que vou colocar meu fogão lá pro meu vizinho voltar a emporcalhá-lo).

Enfim, ele está aqui a dois dias, tudo que fez foi comer, beber, ir pra um churrasco e passear pelo fundão e pela ilha do governador. Por mais que ele seja meu pai, meu quarto não é um hotel pra ele ficar quando quer passear no Rio. Eu estou aqui pra estudar, e mesmo quando não estou estudando nunca fico parado, sempre há coisas a serem feitas, e ficar 24hrs de olho em um “filho” de 50 anos que age com a imaturidade de uma criança de 5 é demais até pra mim que tenho o sonho de constituir família... Meu quarto tem 2x5m, não tem espaço pra uma “criança” desse tamanho ficar “brincando” e fazendo lambança. Ordem por favor!

Eu não queria que as coisas fossem assim. Não achem que sou sem coração, insensível ou o que for pela minha postura em relação à “visita” do meu pai. Só digo que já sou bem calejado em relação a ele, calejado até demais. Não confio nas “boas intenções” dele em relação a vir me visitar, não da maneira como conheço ele. As coisas que já vi e passei por causa dele são coisas que não desejaria nem para o meu pior inimigo e é por isso que há muitos anos aguardava eu fazer dezoito anos pra que eu pudesse sair de casa. Se eu não estivesse estudando aqui no rio, estaria trabalhando e alugando uma kitnet em São Paulo só pra me manter afastado dele e ter sossego. Eu não estou exagerando, tentem conviver com ele 18 anos...

Desejem-me sorte pra sobreviver até o final do dia... Vejo vocês semana que vêm novamente. Até mais manolos...

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